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Concurso MMA UFC 142 2o prémio Importância de John McCarthy

O UFC é um mundo onde os lutadores são os grandes protagonistas, os astros. Juízes e árbitros apenas se destacam quando erram: uma pontuação equivocada, interromper a luta antes do tempo. Mas um arbitro se destaca: Big John McCarthy. Quanto o UFC deve a ele?

O UFC nasceu em 1993, quando Rorion Gracie decidiu provar em rede nacional que o Gracie Jiu Jitsu era superior às outras modalidades de artes marciais em um confronto mano-a-mano.

A primeira edição foi bastante rústica, em tempos que o esporte não se chamava MMA e sim Vale-tudo (ou No Holds Barred, nos EUA). E o nome se fazia valer: as únicas regras eram não morder e não introduzir os dedos nos olhos, de resto, tudo valia. Os únicos modos de se encerrar uma luta era o córner jogar a toalha ou o lutador dar três tapinhas no chão em desistência.

Logo na primeira luta, essa falta excessiva de regras já causou problemas: na luta entre o holandês Gerard Gordeau e o havaiano Teila Tuli, Tuli levou um chute no rosto que o fez perder dentes e seus olhos sangrarem. Segundo as regras, a luta deveria continuar assim mesmo, mas o arbitro decidiu interromper para evitar maiores problemas. Porém isso não se repetiu durante esse mesmo UFC e o posterior.

O UFC 2 contou com a adição de John McCarthy como arbitro. John queria competir no torneio, mas por ser um lutador de Gracie Jiu Jitsu de Rorion, o mesmo não o deixou participar, pois a ideia de haver outro lutador da mesma modalidade de Royce Gracie não agradava. Então Rorion lhe ofereceu o papel de arbitro.

No desenrolar do evento, que provavelmente foi o mais brutal da história do UFC, muitos problemas aconteceram. Na luta entre Patrick Smith e Scott Morris, depois de Pat conseguir a montada, ele soltou uma chuva de socos e cotoveladas em um Morris já totalmente indefeso. Seu córner não jogou a toalha e Smith viu que já era o suficiente e levantou para comemorar. O fato é que ele poderia bater até Morris ter complicações graves.

Na luta entre Remco Pardoel e Orlando Weit, algo semelhante aconteceu. Pardoel travou os braços de Weit no chão e soltou uma série de cotoveladas, deixando o adversário desacordado e tendo convulsões. Como Smith, Pardoel parou de bater quando achou necessário. Se não fosse o bom senso dos lutadores, alguém poderia ter saído morto do evento. Ao ver tudo isso sem poder fazer nada, Big John pediu aos organizadores o poder de interromper quando achasse necessário, pois se não sairia alguma morte do octógono. A organização concordou.

E aqui fica a pergunta: sem essa atitude de Big John e com uma possível morte dentro do UFC, será que o evento e o MMA em geral estariam no patamar que se encontra hoje? Eu acho difícil.

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